Nota: Vacinas para todos já!

Em nota, o Núcleo de Acompanhamento de Políticas Pública e a Comissão Executiva Nacional do PT condenaram o plano de vacinação elaborado pelo governo federal. “O plano não prevê vacinação para todos os brasileiros e brasileiras e sequer aponta para a cobertura vacinal almejada, necessária para proteger vidas e controlar a cadeia de transmissão da Covid-19, diz a nota

O Núcleo de Acompanhamento de Políticas Pública e a Comissão Executiva Nacional do PT divulgaram, nesta quarta-feira (16), uma nota pública condenando o plano de vacinação apresentado pelo governo federal. Segundo a nota, o plano apresenta falhas e deveria ter sido produzido a partir da contribuição técnica de epidemiologistas, imunologistas e pesquisadores do país. A nota aponta que “as etapas de trabalho previstas não foram respeitadas e sequer concluídas, já que não houve o fechamento de um documento final em conjunto com estes especialistas”.

Ainda de acordo com o documento, o plano do Ministério da Saúde “não prevê vacinação para todos os brasileiros e brasileiras e sequer aponta para a cobertura vacinal almejada, necessária para proteger vidas e controlar a cadeia de transmissão da Covid-19

Leia a íntegra da nota abaixo.

Vacinas para todos Já!!!

O engodo do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação  contra a Covid-19 de Bolsonaro

Neste sábado, 12 de dezembro, a Advocacia Geral da União entregou ao STF o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, documento elaborado pelo Ministério da Saúde, dividido em dez eixos, incluem descrições gerais sobre a população alvo para a vacinação, sobre as vacinas já adquiridas pelo governo e as que estão, ainda, em fase de estudos, sobre a operacionalização da imunização, sobre o esquema logístico de distribuição das vacinas pelo país e sobre as estratégias de comunicação para uma campanha nacional.

O Plano Nacional apresentado pelo governo federal ao STF deveria ter sido produzido a partir de um esforço técnico dos epidemiologistas, imunologistas e pesquisadores do país que contribuíram em vários Grupos Técnicos instituídos para sua elaboração. No entanto, as etapas de trabalho previstas não foram respeitadas e sequer concluídas, já que não houve o fechamento de um documento final em conjunto com estes especialistas. Os profissionais vieram inclusive a público denunciar seu desconhecimento em relação ao documento final apresentado.

A versão entregue pelo governo federal sequer pode ser considerada um plano operacional, pois é atemporal, sem definição de prazos e metas.

Entre as principais fragilidades identificadas, podem ser destacadas:

1. Crítica central: o Plano não prevê vacinação para todos os brasileiros e brasileiras e sequer aponta para a cobertura vacinal almejada, necessária para proteger vidas e controlar a cadeia de transmissão da Covid-19;

2. Os segmentos a serem vacinados na primeira fase indicados no documento não garantem cobertura vacinal sequer para os grupos populacionais mais vulneráveis;

3. Não há nenhuma garantia ou qualquer sinalização de que haverá incorporação de todas as vacinas testadas, reconhecidamente eficazes e registradas;

4. O documento não possui lastro técnico e científico necessário para que seja considerado um Plano Nacional, de tamanha envergadura, haja visto a reação dos cientistas que tiveram seu nome a ele associado;

5. Não considera a articulação interfederativa, pois não foi apresentado e submetido à pactuação com os gestores estaduais e municipais, que serão os executores solidários desse plano, e nem aprovado na CIT – Comissão Intergestores Tripartite;

6. Não apresenta uma data para o início da vacinação, que poderia ser contada a partir da data de aprovação da vacina pela Anvisa;

7. Não apresenta um cronograma com metas quantitativas para garantir a cadeia logística de frio, de distribuição de vacinas e de suprimentos básicos que já deveriam ter sido licitados e distribuídos aos estados e municípios;

8. Ignora por razões exclusivamente políticas e/ou ideológicas a vacina que está sendo produzida em parceria pelo Instituto Butantã, de São Paulo , deixando de fora do Plano uma alternativa que poderá se demonstrar viável.
O governo federal, mais uma vez, deixa de cumprir sua responsabilidade constitucional de coordenar as ações de enfrentamento e controle da pandemia da Covid-19.

Enquanto os diversos laboratórios ao redor do mundo comprometem sua capacidade de produção com encomendas já contratadas por outros países, o Brasil vai para o final da fila em função de prazos mais longos conferidos para pedidos mais recentes. Entre os cinco países com maior número de casos e óbitos no mundo, o Brasil será o último a iniciar a vacinação.

Em agosto quando foram iniciadas as tratativas para aquisição e produção de vacina, o governo federal apostou, equivocadamente, todas as suas fichas em um único produtor. Um erro fatal que custará milhares de vida.

O Brasil tem acordo firme apenas com a AstraZeneca/Oxford, que visa o fornecimento de 100,4 milhões de doses e transferência de tecnologia. A AstraZeneca informou que o imunizante tem de 62% a 90% de eficácia na prevenção da Covid-19, mas a fase 3 de testes ainda não está concluída para a produção em escala e início da vacinação, diferentemente de outras vacinas em fase final de testes ou que já foram registradas no Reino Unido e EUA e começaram a ser aplicadas.

Embora tenha aderido ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 – CovaxFacility, sob coordenação da OPAS/ OMS, que compreende um pool de produtores, investiu numa cota muito pequena de vacinas que cobrirá apenas 10% da população, quando poderia ter encomendado a quantidade necessária para uma cobertura com prioridade para até 50%.

O governo brasileiro politizou mais uma vez as ações de enfrentamento da pandemia e, por divergência política com o governador de São Paulo, não fez qualquer negociação para aquisição da Coronavac, produzida pela China com transferência tecnológica para o Instituto Butantã.

O argumento de que até o momento não chegou nenhum pedido de registro de vacina à Anvisa se deve ao fato de que, graças a falta de capacidade de coordenação do Ministério da Saúde e do Governo Bolsonaro, não temos ainda vacinas em fase de registro.

Tudo isso demonstra mais um ato do governo que promove insegurança na população, permeado de ilicitudes e mentiras, reforçando a incapacidade de gestão e a falta de vontade política de enfrentar o maior problema sanitário, político, econômico e social da atualidade.

O governo brasileiro está cada vez mais distante de uma solução adequada, justa e eficiente, posto que estamos em meados de dezembro e não há previsão segura sobre qual vacina será disponibilizada à população e nem em qual momento isso se dará. Não há uma estratégia de vacinação universal para todos os brasileiros e brasileiras.
PT, junto com outros partidos de oposição, ingressou com ação no STF pleiteando que o Ministro da Saúde se abstenha de dificultar ou impedir a adoção das medidas necessárias ao prosseguimento das pesquisas.

Foi a ação movida pelo PT e esses partidos que obrigou o Poder Executivo a apresentar quais os planos e o programa do governo federal relativos à vacina e medicamentos contra a Covid19. E o que vimos foi um arremedo, mal feito e sem fundamentação técnica, incapaz de garantir segurança sanitária e de se constituir em um Plano Nacional efetivo de vacinação para a população brasileira.

O PT deve, novamente recorrer ao relator da matéria no STF,ministro Ricardo Lewandovski, para denunciar o ocorrido na apresentação desse planode vacinação fakeproduzido pelo governo Bolsonaro, inclusive para análise do descumprimento da decisão judicial com as devidas consequências diante da fraude no atendimento à ordem e ao prazo estabelecidos pela Corte (ADPF 756).

Fundamental ainda a proposição de uma imprescindível apuração das ilicitudes que envolvem a falsidade ideológica, entre outras, deste Plano Nacional de Vacinação, supostamente elaborado por um grupo de profissionais especialistas, cujos integrantes já se manifestaram publicamente como não tendo conhecimento de tal conteúdo. Até mesmo porque o julgamento da ação, previsto para o dia 17 de dezembro, foi suspenso em virtude do cumprimento da decisão, que agora se mostra insuficiente e ardilosa.

Sendo assim, o NÚCLEO DE ACOMPANHAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS – SAÚDE, do Partido dos Trabalhadores, reitera a seguinte manifestação:

A imunização contra a Covid-19 é um DIREITO DO POVO BRASILEIRO e deve ser garantida pelo SUS.

É uma OBRIGAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL coordenar uma estratégia nacional de vacinação e prover as vacinas, seguras e eficazes, que deverão ser aplicadas com base na observância rigorosa de critérios técnicos e científicos, já e para toda a população brasileira.

A disponibilização de vacinas pelo SUS em todo o país deve almejar e garantir a interrupção da cadeia de transmissão, reduzir a mortalidade e/ou a ocorrência de casos graves de Covid-19.

Entendemos que é necessário, mais do que nunca, unir as forças democráticas e diferentes movimentos sociais que se comprometem com a Defesa da Vida em torno da luta pelo direito de todos os brasileiros e brasileiras às vacinas contra a Covid-19 já!

NÚCLEO DE ACOMPANHAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL

Lula: “É intolerável a desigualdade. O sonho de mudança é o que nos move ao futuro”

Em seminário transmitido pela internet, realizado em parceria com as Nações Unidas, o ex-presidente da República diz que as sociedades precisam definir que mundo vamos querer depois da pandemia. “Depende de nós acender a luz nas trevas”, lembrou. O evento “Educação e as Sociedades que Queremos” contou com outros convidados eminentes, como o Nobel da Paz Kailash Satyarthi. “O atual governo de meu país é inimigo declarado da ciência, da cultura, da própria educação”, lamentou

Lula: “Por mais profundas que sejam as crises, por mais escuro que faça, depende de nós acender a luz nas trevas. E creio que nunca foi tão necessário sonhar e seguir lutando para construir um mundo melhor do que este em que vivemos.”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira, 24 de setembro, que a pandemia está levando o mundo a rediscutir o papel do Estado para reduzir as desigualdades crescentes e colocar as pessoas no centro das políticas públicas. Ao participar do webinário “ Educação e as Sociedades Que Queremos”, realizado em parceria com o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos e o Instituto Lula, falou da importância de Paulo Freire para o ensino brasileiro e que é preciso pensar o futuro que queremos na saída da pandemia do Covid-19.

“O dogma do Estado mínimo é apenas isso, um dogma, algo que não encontra explicação nem se justifica na vida real”, disse. “A imensa desigualdade entre seres humanos é simplesmente intolerável. Nunca foi tão necessário sonhar e seguir lutando para construir um mundo melhor do que este em que vivemos”. Também participaram do seminário o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, o indiano Kailash Satyarthi, e a relatora da ONU para o Direito à Educação, Koumbou Boly Barry. A secretária executiva da Parceria Global para a Educação, Alice Albright, também estava no evento.

Lula foi chamado a falar das políticas públicas e da experiência brasileira durante seu governo. Ele listou os avanços da educação nos 13 anos de governos PT, ressaltando como foram construídas as políticas de inclusão e de acesso à universidade para camadas da população brasileira historicamente excluídas e os resultados. A mensagem foi de esperança, apesar dos retrocessos promovidos por governos de extrema-direita no Brasil e no mundo. “Depende de nós acender a luz nas trevas”, destacou.“A imensa desigualdade entre seres humanos é simplesmente intolerável, mas enquanto ela perdurar haverá também o sonho de mudança que nos move para o futuro”.

Lula disse (a íntegra do discurso pode ser lida aqui) que pensadores e personalidades influentes no mundo, como o Papa Francisco, estão preocupados com a crescente desigualdade e o mal-estar na humanidade, em que o dinheiro passou a ter mais importância que as pessoas. “O mito do deus mercado é apenas um mito, pois uma vez mais ele se revela incapaz de oferecer respostas para os problemas do mundo em que vivemos”, disse o ex-presidente. “Qualquer discussão sobre o futuro da humanidade, sobre a sociedade que queremos construir, tem de levar em conta os impactos da pandemia atual, que veio agravar a situação de extrema desigualdade social e econômica no mundo” .

A transmissão do seminário faz parte da iniciativa “Sociedades que queremos”, coordenada pela Organização do Mundo Islâmico para Educação, Ciência e Cultura (ICESCO), com o objetivo de disseminar conhecimento e implementar programas inovadores. O ex-ministro da Educação e conselheiro do Instituto Lula, Fernando Haddad, também participou. Ele tratou de “Políticas e Mecanismos para garantir uma educação de qualidade, igualitária e inclusiva para todos”, que reuniu ministros de sete países.

Lula lembrou de Paulo Freire, que foi um dos fundadores do PT. “Das muitas lições que nos deixou, duas são frequentemente destacadas. A primeira é a noção de que aquele que educa também está sendo educado”, lembrou. “É um conceito que só poderia ser formulado por quem tinha a grandeza de respeitar a sabedoria dos humildes e reconhecer a existência do outro, acima das barreiras sociais e preconceitos”.

“A segunda lição é a de que a Educação é libertadora no mais amplo sentido que pode ter a palavra liberdade”, comentou. “Na sociedade e na região em que nascemos, marcada pelo latifúndio, a herança da escravidão, a brutalidade dos ricos contra os pobres, a fome e a desigualdade, o simples ato de aprender a ler e escrever era uma rara conquista para alguém do povo”.

Da Redação PT Nacional

PT lança plataforma de apoio ao projeto Mais Bolsa Família

A plataforma convoca os brasileiros para assinarem o pedido de urgência de votação do projeto Projeto de Lei 4086/20, que está na Câmara dos Deputados desde 5 de agosto aguardando votação. Nova versão do programa criado por Lula eleva benefício para R$ 600 e propõe incluir 30 milhões de pessoas entre beneficiários. O ex-presidente Lula é o primeiro signatário do pedido

O Partido dos Trabalhadores lança nesta quinta-feira, 24, uma plataforma de apoio ao projeto Mais Bolsa Família, apresentado no Congresso Nacional por parlamentares petistas. A plataforma convoca os brasileiros para assinarem o pedido de urgência de votação do projeto que aumenta o valor atual do Bolsa Família e inclui mais gente no programa. A primeira assinatura é do ex-presidente Lula, criador do programa.

R$ 600 para mais pessoas

O Projeto de Lei 4086/20, que está na Câmara dos Deputados desde 5 de agosto aguardando votação, eleva benefício para R$ 600. Além de aumentar o valor pago, o projeto prevê ampliar o número de contemplados, que passariam de 14 milhões para cerca de 30 milhões. Os detalhes do projeto e espaço para a assinatura estão no endereço maisbolsafamilia. pt.org.br (link abaixo).

SAIBA TUDO E ASSINE O PEDIDO

“Depois que tiraram o PT do governo, a vida das pessoas mais humildes só piorou. Prometeram acabar com o desemprego, mas tem cada vez mais gente sem trabalho, sem carteira e sem direitos pelo Brasil afora”, denuncia o texto de apresentação da plataforma. Indicadores de emprego e renda divulgados pelo IBGE na quarta-feira, 23, confirmam a necessidade da urgência em aprovar o projeto.

Desde maio, o desemprego aumentou em 27%, totalizando 12,9 milhões de brasileiros. Ou seja, são mais de 2,9 milhões sem emprego, sem poder comer, pagar suas contas. Com a redução do Auxílio Emergencial, pelo menos 93 milhões de brasileiros perderão renda, diz Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, a PNAD Covid, também divulgada pelo IBGE.

Criado por Lula, p Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do mundo, defendem os autores da proposta. Foto: Ricardo Stuckert

De olho nas eleições, o governo atual está querendo mexer no Bolsa Família, alertam os autores do projeto. “Mas será que você pode confiar num presidente que sempre foi contra o Bolsa Família? Que dizia que era dar moleza pra gente preguiçosa? Será que ele mudou ou está querendo te enganar?”, questionam.  A resposta é não.  Por isso, o PT apresentou a proposta do Mais Bolsa Família.

Exemplo internacional

Criado por Lula, o Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do mundo, defendem os autores da proposta. Foi elogiado e copiado em 52 países, porque funciona de verdade. Se não fosse o Cadastro Único do Bolsa Família, não teria sido possível, por exemplo, pagar o auxílio emergencial do coronavírus que foi aprovado pelo Congresso.

O Bolsa Família fez mais do que levar dinheiro para quem precisa. Botou criança na escola, levou as mães gestantes e as crianças para o posto de saúde. Deu mais proteção e tranquilidade para mulheres e homens que são chefes de família. Ajudou muita gente a levantar a cabeça.

Da Redação PT Nacional

Geração de emprego e renda são prioridades no Plano de Reconstrução, lançado pelo PT

Partido quer medidas em defesa do trabalho e política de distribuição de renda. Entre propostas emergenciais, a extensão do auxílio emergencial enquanto durar a pandemia, mais frentes de emprego e uma política de revalorização do salário mínimo, além do Programa Mais Bolsa Família

Foto: Ricardo Stuckert

O PT apresentou nesta segunda-feira, 21 de setembro, um Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, que entre muitas medidas emergenciais e de longo prazo coloca a geração de emprego e distribuição de renda entre as prioridades para o país superar a crise e retomar o desenvolvimento. “O conjunto de ideias que apresentamos, para fortalecer a democracia e o Estado a serviço do país e do povo, para a adoção de medidas econômicas de emergência e de longo prazo, a recuperação de direitos dos trabalhadores e a retomada da soberania nacional apontam os primeiros passos de um novo caminho para reconstruir e transformar o Brasil”, anunciou a presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

As propostas buscam assegurar um novo caminho para o país, baseado na ampliação de oportunidades, na igualdade, além da defesa da  soberania nacional, ameaçados pelo governo de Jair  Bolsonaro. “É fundamental a retomada do crescimento econômico. E precisamos ter política econômica. E retomar as obras como da Minha Casa Minha Vida”, disse o presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante. Ele adiantou que as medidas foram concebidas com base em contribuições de centenas de pessoas – trabalhadores,  mulheres, negros, indígenas, representantes do setor público, LGBTQI+, artistas e intelectuais – comprometidas com o país.

Com 210 páginas, o plano é dividido em três partes: um diagnóstico, medidas emergenciais e propostas para o futuro da Nação. O PT propõe como meta a criação de 5 milhões de postos de trabalho, com contratação por seis meses a desempregados e desempregadas que não estejam recebendo seguro- desemprego, priorizando aqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade econômica e social. As propostas foram apresentadas em transmissão ao vivo pelas redes sociais do PT e da Fundação Perseu Abramo, e do canal da legenda no YouTube.

Estiveram presentes no lançamento do plano, além de Gleisi Hoffmann e de Aloizio Mercadante, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, o economista Fernando Haddad. Parlamentares também acompanharam a transmissão, assim como o ex-ministro de Relações Exteriores Celso Amorim.

Política de empregos

De acordo com o plano, tais vagas de emprego seriam criadas em atividades de interesse público na área urbana, rural e de característica ambiental de curto prazo, tais como atividades ligadas ao enfrentamento da pandemia; de manutenção urbana e de espaços públicos; de reforma de instalações, especialmente escolas e postos de saúde; manufaturas e serviços destinados ao mercado; além de atividades auxiliares em equipamentos públicos, nas áreas de saúde, previdência e assistência social.

Outra medida é a retomada da política de valorização do salário mínimo, o maior instrumento de melhoria da distribuição da renda nos governos do PT. O governo Bolsonaro não renovou a regra e o salário mínimo está sendo reajustado apenas pela reposição da inflação. “Por isso é necessário retomar a política de valorização do salário mínimo com reajuste pelo INPC do ano anterior mais a variação do PIB de dois anos anteriores, garantindo ganho real mínimo de 1% em caso de recessões”, diz o texto do plano.

Mais Bolsa Família

Também a proposta de reformulação do Bolsa Família, que já foi apresentada pelas bancadas do PT na Câmara e no Senado, como projeto de lei, também é outra medida de forte impacto social. Avalia-se que no primeiro período de funcionamento, o Mais Bolsa Família poderá beneficiar até 30 milhões de famílias, que passariam a receber pelo menos R$ 600 por pessoa.

O PT ainda propõe outra medida emergencial de forte impacto na economia: a renegociação de dívidas de famílias e empresas. A ideia é reduzir a inadimplência no país que vive um salto desde o início da pandemia. Para aumentar a renda disponível das famílias de baixa renda e das micro e pequenas empresas, o plano propõe um projeto de renegociação de dívidas junto ao sistema bancário, seja pelo alongamento de prazo, seja por redução de encargos, a ser conduzido pelo Banco Central.

Investimentos públicos

Para reativar a economia, o PT propõe ainda a retomada de obras públicas do PAC, paradas ou em lenta execução, e do programa Minha Casa Minha Vida. “Propomos a retomada das obras paralisadas ou contratadas e não iniciadas do MCMV e a contratação de novas unidades habitacionais e de equipamentos de saúde e educação, vinculados a projetos de urbanização ou de infraestrutura com recursos do Orçamento da União ou dos municípios”, aponta o plano. “É também importante retomar obras de infraestrutura econômica, tais como rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias e recursos hídricos”.

Da Redação PT Nacional

Com vigor, PT disputa eleições em mais de 4 mil munícipios

O PT terá candidaturas às prefeituras de 26 capitais, das quais 20 com candidaturas próprias e 6 em coligação com outros partidos. O PT contará com 1.600 candidatos e candidatas disputando às prefeituras, quase o dobro de 2016. Os candidatos e candidatas à vereança chegaram a 21 mil postulantes em mais de 4 mil munícipios

O deputado José Guimarães (PT-CE), coordenador do GTE eleitoral do PT

O balanço preliminar das candidaturas do Partido dos Trabalhadores às eleições municipais deste ano mostrou o vigor da legenda. O PT contará com 1.600 candidatos e candidatas disputando às prefeituras, quase o dobro de 2016. Os candidatos e candidatas à vereança chegaram a 21 mil postulantes em mais de 4 mil munícipios.

“Esses números expressam o esforço político da direção nacional do PT e o grande empenho da presidenta Gleisi Hoffmann (PT-PR) em implementar essa diretriz”, destacou o deputado José Guimarães (PT-CE). José Guimarães coordenou o GTE – Grupo de Trabalho Eleitoral que mobilizou a militância petista em todo o território nacional.

O PT terá candidaturas em 26 capitais, das quais 20 com candidaturas próprias e 6 em coligação com outros partidos. Em cidades com mais 200 mil habitantes, o PT disputará a prefeitura em 57 com candidatura própria e outras 13 em coligação. Em cidades entre 100 e 200 mil habitantes, terá 65 candidaturas próprias e 28 em coligação.

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT. Foto: Reprodução

As eleições deste ano evidenciam o fortalecimento do PT e o aprofundamento da relação do partido com as demais legendas da esquerda. Em 182 cidades o Partido dos Trabalhadores contará com apoio de outros partidos. Em 47 cidades, o PT apoiará candidaturas de outras legendas.

“Nas eleições de 2016, tivemos 990 candidatos. Nas eleições de 2012, foram 1.800 candidatos. Neste ano, são mais de 1.600 candidatos”, comemora Gleisi. “As eleições de 2016 foram as mais difíceis para nós. Foi um momento muito duro”, disse, lembrando que naquele ano o país sofreu um  Golpe de Estado, com o impechment fraudulento da ex-presidenta  Dilma Rousseff.

Para o PT, o momento é decisivo para promover um amplo debate na sociedade sobre o destino do país. Para isso, o partido apresenta nesta segunda-feira, um plano de reconstrução nacional. Além dos temas locais, o plano é um instrumento para a disputa de rumos para o país.

Da Redação PT Nacional

A pré-candidatura de mulheres trans no interior do Tocantins fala sobre representatividade na política

Houve um crescimento expressivo nas pré-
candidaturas de LGBTQI+, sendo que o PT tem um dos maiores números do país, com 511.

2020 é um ano de mudanças, e as eleições são um reflexo disso. Depois do aumento do conservadorismo e do vislumbre do quão importante é se sentir representado por quem elegemos a partir das suas pautas e planos de governo, os partidos têm trabalhado no apoio das causas que querem verdadeiramente representar.

Por conta desse trabalho, houve um crescimento expressivo nas pré-candidaturas de LGBTQI+, sendo que o PT tem um dos maiores números do país, com 511.

A Secretária Nacional LGBT do Partido dos Trabalhadores investiu nas pautas de enfrentamento da violência contra a população LGBTQI+, o respeito e a promoção da cidadania como temas principais das eleições de 2020 e para todas as suas campanhas.

Essa valorização é demonstrada nos números e, entre as 94 pré-candidaturas transgêneras do partido, nós temos duas mulheres do interior do Tocantins, prontas para garantir seu espaço representativo em seus munícipios.

Juju é filha da ex-vereadora Helena do PT de Wanderlândia, e cresceu rodeada pelo meio político da sua cidade, aprendendo desde cedo a importância de dar assistência a população, “Eu, criança, ainda não sabia o que significava política, mas eu já tinha noção do que era ajudar as pessoas.”

Desde cedo, Juju almejava se candidatar, mas após alguns acontecimentos em Wanderlândia, ela sentiu que era hora de ter uma pessoa que fosse capaz de representar o povo, “Cheguei a conclusão que essa pessoa podia ser eu, que minha vez tinha finalmente chegado.”

Juju, ainda criança, em um dos comícios do PT em Araguaína

“Depois que ficaram sabendo da minha pré-candidatura a vereadora, até pessoas que eu não tenho muito contato tem me apoiado e isso tem se mostrado muito gratificante, aumentou ainda mais o meu desejo de ingressar na política e trabalhar por eles.”, declarou a pré-candidata.

Pré-candidata a vereadora em Wanderlândia, Juju.

A pré-candidata a vereadora Andy, de Paraíso do Tocantins, se envolveu diversas vezes no movimento estudantil da universidade, e depois de formada sempre procurou ocupar o espaço político. “Ocupei lugares de fala como conferências, do plano de resíduos sólidos e participei ativamente da elaboração do Plano Diretor de Paraíso.”, contou.

“Sempre que eu posso, eu acompanho os processos políticos do munícipio. Estou sempre na Câmara Municipal e Prefeitura fiscalizando, reivindicando e ajudando a construir uma cidade mais democrática.”, afirmou Andy. “Por ocupar todos os espaços que eu posso, não seria diferente nessa eleição”

Participação na Conferência Estadual de Saúde em Palmas, onde Andy foi delegada
por Paraíso do Tocantins.

Com o aumento dos simpatizantes a sua pré-candidatura, Andy está empolgada e pronta para defender e dar voz a quem precisa, “Quero lutar contra o autoritarismo, defender a democracia, os Direitos Humanos e o meio-ambiente porque isso é urgente!”

Pré-candidata a vereadora em Paraíso do Tocantins, Andy.

O PT tem um papel importante na vida de ambas, Andy e Juju, “Sou filiada do partido desde 1999 e o PT é do povo, o PT é trabalho.”, expressou Juju, e Andy reiterou, “Tenho afinidades com o partido a muito tempo. O PT luta contra toda forma de preconceito, e isso é uma das minhas bandeiras”.

Bolsonaro consegue mais uma vez: desemprego aumenta em agosto. Eis o colosso de Guedes

De acordo com o IBGE, população desempregada no país subiu para 14,3% na última semana de agosto. Em oito dias, Brasil passou a ter mais 1 milhão de pessoas desempregadas. Crise tende a aumentar, com o fim do auxílio emergencial de R$ 600 a partir de 2021. O Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil, que o PT lança na segunda-feira, 21 de setembro, coloca emprego como prioridade para a retomada do desenvolvimento e redução da desigualdade

O desemprego continua a crescer no país, apesar dos desvarios do ministro da Economia, Paulo Guedes, que insiste na agenda destrutiva com cortes de investimentos, fim de políticas sociais e sucateamento da administração pública. No afã de reduzir o papel do Estado na economia, o governo de Jair Bolsonaro está ampliando a desigualdade e agravando a crise no mercado de trabalho. A questão do desemprego é um dos pontos centrais do Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil, que será lançado pelo PT nesta segunda-feira, 21 de setembro. 

A crise no mercado de trabalho é assustadora e o governo está indiferente. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira, 18 de setembro, revelam que a população desempregada subiu para 14,3% na última semana de agosto. É a maior a maior taxa de desemprego desde o início da pandemia, quando o porcentual era de 10,5%. Desde o Golpe de 2016, quando a presidenta Dilma Rousseff deixou a Presidência da República, o número de desempregados não para de subir. Em 2014, com Dilma, o país tinha uma taxa de desemprego em 4,3%. Em 2016, subiu para 11,6%. Em 2017, foi a 13,7%.

Com Lula e Dilma, taxa de desemprego no país caiu para menos de 10% a partir de 2004 e chegou a 4,3% em 2014. O Golpe de 2016 só trouxe desigualdade e perda de postos de trabalho.

Na terceira semana do mês passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), a taxa era de 13,2%. O total de pessoas ocupadas no mercado de trabalho – que inclui empreendedores, aqueles que trabalham por conta própria, empregados na iniciativa privada e servidores públicos – caiu meio milhão. Foram 500 mil trabalhadores a menos que o patamar da terceira semana de agosto, quando a massa de pessoas ocupadas era de 82,7 milhões de pessoas. Agora são 82,5 mil.

O pior é que que a população fora da força de trabalho, aqueles que não estavam trabalhando nem procurando emprego na quarta semana de agosto, somou 74,4 milhões de pessoas, ante um total de 75,0 milhões na semana anterior. De acordo com o IBGE, a população desempregada era estimada em 13,7 milhões de pessoas no final do mês passado, cerca de 1,1 milhão a mais que o registrado na uma semana antes, quando o total era de 12,6 milhões.

Sabotagem contra o país

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), acusa o Palácio do Planalto de sabotar o país. “Isso tudo é resultado da falta de compromisso de Bolsonaro, que não protegeu empregos e nem empresas na pandemia”, criticou. “Os únicos protegidos foram os bancos, com amparo de R$ 1,2 trilhão”. Na avaliação do PT, a questão do emprego e do combate à desigualdade são chaves para a retomada do desenvolvimento econômico e social do Brasil. “O povo não quer comprar revólver nem carabina. O povo quer comprar comida!”, explica o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tendência do agravamento do quadro de desemprego no país é de piora, porque o governo é omisso. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), ligado à Fundação Getúlio Vargas, uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir ou até encerrar as atividades quando acabar o período de vigência dos programas emergenciais relacionados à manutenção do emprego do governo federal. Entre as empresas que adotaram medidas para preservar o emprego na crise sanitária, como redução de jornada e salário ou suspensão temporária de contrato, 55% dizem que vão fechar ou não conseguirão assumir totalmente a folha de pagamento.

Com Bolsonaro e Guedes, desigualdade vem se agravando e economia está no fundo do poço. Queda de 10% no PIB no primeiro semestre e 1 milhão de desempregos a mais apenas na última semana de agosto.

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), lembrou que a situação era diferente nos governos Lula e Dilma, quando a taxa de desemprego permaneceu abaixo de 9% a partir de 2004 e chegou a 4,3% em 2014: “Nossos governos eram do emprego, da comida na mesa, dos filhos nas universidades, das domésticas com carteira assinada, dos trabalhadores com garantias trabalhistas”. Com efeito, entre 2003 e 2014, a taxa de desemprego no país caiu mais de 10%.

Da Redação PT Nacional

A desigualdade vai crescer com o fim do auxílio emergencial

Arte: Fundação Perseu Abramo

PT insiste que para amenizar a crise em 2021, o Brasil terá de adotar um programa de renda básica permanente. Proposta das bancadas petistas no Congresso amplia o Bolsa Família para assegurar a todos brasileiros uma renda por pessoa de R$ 600. “Bolsonaro não tem a mínima ideia do que fazer de bom para o Brasil. Vamos apresentar um plano para o país retomar o caminho da inclusão e desenvolvimento”, anuncia Gleisi

Arte: Fundação Perseu Abramo

O aumento da desigualdade e a explosão da miséria em 2021, com 50 milhões de brasileiros com queda brutal de renda, são uma das grandes preocupações dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores. Isso porque o fim do auxílio emergencial de R$ 600 a partir de janeiro vai provocar uma aumento brutal da pobreza por conta da piora nas condições de vida pelo recuo na renda das famílias do país.

A omissão do governo de Jair Bolsonaro, que continua sem saber que rumo tomar para tirar o Brasil do buraco, levou a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), a anunciar o lançamento do Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, nesta segunda-feira, 21 de setembro. “Bolsonaro não tem a mínima ideia do que fazer de bom para o Brasil. O PT, que criou o Bolsa Família, apresenta seu plano para o país retomar o caminho da inclusão e desenvolvimento”, divulgou em seu perfil nas redes sociais.

De acordo com a deputada, o programa de superação da crise econômica e social do PT vai apontar novos rumos para o país retomar o desenvolvimento e combater a desigualdade. Coordenado pela Fundação Perseu Abramo, com a colaboração de setoriais e núcleos de acompanhamento de políticas públicas do PT, além das bancadas na Câmara e Senado, a proposta contempla sugestões de outros partidos de oposição para superar o impasse e definir saídas para o Brasil.

O programa trata do papel do Estado no desenvolvimento e na prestação de serviços públicos, o que coloca o PT em oposição direta ao projeto do ministro  Paulo Guedes para a economia. A proposta foi elaborada ao longo dos últimos três meses e diverge dos caminhos trilhados pelo governo em temas relacionados à economia e à  democracia, além de sugerir políticas públicas em áreas que vão de  meio ambiente, saúde,  educação e  cultura.

Gleisi Hoffmann lamentou o fato de o governo ignorar solenemente os problemas do povo brasileiro, sem se importar com o fato de que a maioria da população sofrerá com o fim do auxílio, aprovado pelo Congresso por pressão do PT e dos partidos de esquerda. Gleisi aponta que pelo menos 25% da população brasileira ficará sem renda a partir de janeiro.

Mais Bolsa Família virou projeto de lei

O PT já apresentou uma proposta alternativa ao Congresso: a ampliação do Bolsa Família, que beneficiaria as famílias com renda de até R$ 600 por pessoa. As bancadas petistas na Câmara e no Senado avaliam que a nova versão do programa, chamado Mais Bolsa Família, poderia atender a mais 30 milhões de famílias, com custo mensal de R$ 19,2 bilhões, de R$ 230 bilhões por ano.

“Desde a implantação do Bolsa Família, e durante o endurecimento das regras em benefícios com Michel Temer, falamos sobre dificuldades extremas que os mais miseráveis do país sofrem até para garantir seus benefícios de direito”, denuncia o deputado Patrus Ananias (PT-MG), que foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante o governo Lula. “Os que estão hoje no poder não têm qualquer noção sobre isso e nem se preocupam com a maioria”.

O líder do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PR), alerta que ao anunciar o fim do Renda Brasil, Bolsonaro mostra seu desprezo pela maioria. “Este é um programa excludente e sem consistência para distribuir renda e acabar com a extrema pobreza”, adverte. “Ao contrário, Bolsonaro e Guedes pretendiam terminar vários programas sociais – criados nos governos petistas”.

Deste quinta-feira, 17, a Caixa Econômica Federal começou a pagar a metade do auxílio emergencial de R$ 300 aos inscritos no cadastro do governo. Aproximadamente 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família não vão mais receber as próximas parcelas do auxílio emergencial.

Deputado Carlos Zarattini (PT-SP): “Os recursos para o programa virão da tributação sobre lucros e dividendos e das grandes fortunas”.

Saída para crise é ampliar o Bolsa Família

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que o Brasil precisa retomar o enfrentamento do problema da desigualdade. “O Bolsa Família precisa passar por um reforço diante do agravamento da crise econômica”, alerta. “Com a pandemia, passamos de 11 milhões para 20 milhões de desempregados. Por isso, a saída é ampliar o Bolsa Família”, resume o parlamentar.

A proposta que amplia o programa, apresentado pelas bancadas do PT na Câmara e no Senado, inclui 30 milhões de famílias entre os beneficiários pelo programa. A nova versão se chama Mais Bolsa Família, e eleva o benefício médio de R$ 78 para R$ 300, alcançando famílias brasileiras com renda de até R$ 600 por pessoa. “O PT tem proposta para cuidar do povo que mais precisa. Apresentamos um projeto de lei prevendo ampliação no valor do benefício e no número de famílias atendidas”, explica Zarattini. “Os recursos para o programa virão da tributação sobre lucros e dividendos e das grandes fortunas”.

A ex-ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campello alerta que não há outra saída para reduzir os impactos da crise econômica que o país vive desde o afastamento de Dilma Rousseff em 2016, com o impeachment fraudulento e sem crime de responsabilidade. A situação se agravou em função da pandemia do Covid-19, que fez a economia recuar 10% entre abril e junho deste ano. “Ou fazemos isso, ou a desigualdade continuará crescendo”, adverte.

Da Redação PT Nacional

Após o Golpe de 2016, o flagelo da fome volta a apavorar o Brasil

Arte: Site do PT

De acordo com IBGE, entre 2017 e 2018 – depois do impeachment fraudulento que afastou Dilma – 10,3 milhões de brasileiros passaram privação de alimentos. Isso representa 5% da população brasileira. Governos Temer e Bolsonaro têm a marca do aumento da desigualdade e da miséria no país

Arte: Site do PT

O Brasil já havia voltado a figurar como um dos expoentes do Mapa da Fome das Nações Unidas, depois que a presidenta Dilma Rousseff sofreu um Golpe de Estado com o impeachment fraudulento aprovado pelo Congresso Nacional. Também já era sabido que a desigualdade de renda havia crescido no país desde 2016, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mas agora é oficial. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 17 de setembro, que a fome voltou a crescer entre 2017 e 2018 – final do governo de Michel Temer. Nada menos que 10,5 milhões de brasileiros sofreram algum tipo de privação alimentar nos últimos dois anos. Isso representa 5% da população brasileira. De acordo com a ONU, a desnutrição seguiu a trajetória de alta no governo Bolsonaro. O último relatório da organização, divulgado em julho, aponta que a insegurança alimentar moderada e aguda aumentou 13% no país entre 2016 e 2019.

“A fome é uma realidade dentro de casa, em especial para mulheres, pretos e pardos”, lamentou a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). “Sem se preocupar com o povo, governo Bolsonaro se omite sobre alta dos preços da comida e corta o auxílio emergencial para R$ 300, o que vai agravar a situação”, criticou a parlamentar. Outros petistas engrossaram o coro. “Quatro em cada 10 famílias brasileiras vivem em insegurança alimentar”, denuncia o senador Humberto Costa (PT-PE). “O nome disso é fome. Esse foi o resultado do golpe. Temos que lutar todos os dias pra dar dignidade aos brasileiros, enquanto Bolsonaro já deu as costas ao povo”.

A ex-ministra Tereza Campello, ao lado de Dilma, lembra que em 2014, relatório da ONU excluiu o Brasil do Mapa da Fome. “A verdade é que os governos deixaram de dar combate à fome, que deixou de ser prioridade de Temer e Bolsonaro”, denuncia a economista.

A ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma Rousseff, a economista Tereza Campello, diz que o resultado divulgado pelo IBGE é ação direta da agenda econômica adotada após o impeachment. “A verdade é que os governos deixaram de dar combate à fome, deixou de ser prioridade de Temer e Bolsonaro”, critica. “O relatório da FAO, de 2014, enumera os fatores decisivos para o Brasil ter saído do Mapa Mundial da Fome à época: o aumento da renda dos mais pobres, a criação de empregos, o Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e a melhora da merenda escolar”, explica. “Isso tudo desapareceu”.

Combate à fome foi prioridade com Lula e Dilma

Tereza lembra que, entre 2002 a 2013, caiu em 82% a população de brasileiros considerados em situação de subalimentação. “O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e mesmo assim a população se encontra agora em insegurança alimentar, porque a população não tem acesso à comida. Para ter acesso aos alimentos é preciso ter renda. Aumentamos o número de empregos formais e aumento do salário mínimo. Isso teve um impacto gigantesco, aumentando o acesso ao alimento”, ressalta.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE mostra que a insegurança alimentar grave havia recuado de 8,2% da população em 2004 para 5,8% em 2009. Em 2013, a proporção havia cedido para 3,6%. Em 2014, no último ano do primeiro governo de Dilma, o Brasil deixou o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Naquele ano, o país foi um dos grandes destaques do relatório. O indicador da fome volta agora a mostrar piora, um reflexo da omissão do governo federal.

Alessandro Dantas
O Senador Humberto Costa (PT-PE): “Esse foi o resultado do golpe. Temos que lutar todos os dias pra dar dignidade aos brasileiros, enquanto Bolsonaro já deu as costas ao povo”.

Para identificar o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, caracterizada pelo consumo insuficiente de alimentos, inclusive entre as crianças, o IBGE consultou 57.920 domicílios entre junho de 2017 e julho de 2018, período abrangido pelo governo Michel Temer. Bolsonaro agravou a política econômica do antecessor, o que significou um cavalo de pau nas prioridades de Lula e Dilma e o aprofundamento da agenda neoliberal sob os auspícios do ministro Paulo Guedes.

A situação mostrou-se mais grave nas regiões Norte e Nordeste, um padrão que se repete em outros indicadores sociais. Na região Norte, em 10,2% dos domicílios pelo menos um morador tinha fome, seguido pelo Nordeste (7,1%). O percentual era menor no Sul (2,2%) e Sudeste (2,9%).

Também era mais grave nas áreas rurais, outro padrão conhecido da fome no Brasil. Dados da pesquisa mostram que 7,1% dos domicílios tinham situação grave de insegurança alimentar, acima do registrado nas áreas urbanas (4,1%). Regiões rurais costumam ter menores rendimentos.

Vale lembrar que há pouco mais de um ano, Bolsonaro disse que a fome no Brasil era uma “grande mentira”. “Passa-se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não”, afirmou o presidente na ocasião. “O projeto de Bolsonaro é a destruição”, criticou o senador Jean Paul Prates (PT-RN).

Da Redação PT Nacional

Indústria da devastação é beneficiada com queimada recorde no Pantanal

Setembro de 2020 será marcado como o mês com mais queimadas já registradas em toda a história do bioma. Este ano já superou 2019, quando houve recorde de focos de incêndio. Parlamentares do PT reagem à destruição. Deputados irão à região em diligência e o líder no Senado convocou o ministro do Meio Ambiente para explicações

Pantanal arde em chamas

Nunca houve tantos focos de incêndio no Pantanal. Este ano já possui o maior número de queimadas registradas na região, com grande distância dos valores de outros anos. E em 16 dias de setembro, o bioma já registrou 5.603 queimadas, número quase três vezes acima da média para o mês e bem acima dos 5.498 focos de calor registrados pelo Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em setembro de 2007, até então o detentor do recorde.

Pelo ritmo diário de registro de fogo, setembro de 2020 será, com folga, o mês com o maior número de queimadas já registradas em toda a história no Pantanal, superando os 5.993 focos de incêndio observados em agosto de 2005 e os 5.935 focos de agosto deste ano. São os maiores números da série histórica da instituição, iniciada em 1998.

O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estima que 15% do Pantanal já foram consumidos, uma área equivalente a 2,2 milhões de hectares, ou o território de Israel.

A conjuntura gravíssima já estava no horizonte com o que foi observado nos meses anteriores. O primeiro semestre do ano foi o de maior número de queimadas na história do Pantanal, com o mesmo se repetindo em julho. Agosto ficou pouco abaixo do recorde histórico.

A Polícia Federal investiga a ala selvagem do agronegócio que pode ter iniciado os incêndios no Pantanal. Em entrevista à CNN Brasil, o delegado Daniel Rocha revelou que quatro fazendeiros estão sendo investigados e que, após sua equipe analisar focos de incêndio de junho e julho, a conclusão foi de que “não têm como não terem sido ocasionados por ação humana”.

Na segunda (14), em reunião coordenada pelos deputados Nilto Tatto (PT-SP) e Professora Rosa Neide (PT-MT), parlamentares da Frente Parlamentar Ambientalista decidiram que farão diligência a partir de sábado (19) na região de Poconé, no Pantanal. Do encontro participaram ambientalistas, pesquisadores, autoridades estaduais, federais e moradores da região afetada. A diligência será feita pelos parlamentares que compõem a Comissão Externa constituída pela Câmara dos Deputados.

O deputado adiantou que integrantes da frente irão se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para solicitar a criação de um Grupo de Trabalho (GT). Entre as ações que esse colegiado coordenará estão pedidos de audiências ao Ministério do Meio Ambiente e ao Conselho Nacional da Amazônia, presidido pelo vice-presidente, Hamilton Mourão. “Nessas audiências vamos cobrar que o governo federal assuma seu papel de coordenação nos trabalhos de combate aos incêndios no bioma”, afirmou Tatto.

Governo Bolsonaro destrói meio ambiente. Imagem: Site do PT

“Mato Grosso passa por um grave estado de alerta, calamidade e destruição em decorrência dos sucessivos incêndios e queimadas. O governo é omisso e não mobiliza forças para auxiliar no combate ao fogo”, afirmou Rosa Neide. A deputada disse que enquanto o governo asfixia os órgãos ambientais, as chamas avançam na terra indígena Urubu Branco-MT. “O programa queima Brasil não está em marcha lenta. A indústria da devastação é a única que cresce com Jair Bolsonaro na Presidência”, criticou.

Em seu perfil no Twitter a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann (PR), também atacou o governo: “Estamos em meio a um dos maiores desastres ambientais já vistos. Enquanto isso, Bolsonaro nega todos os dados técnicos e faz cortes no orçamento do Ibama e ICMBio”.
Salles será convocado ao Senado

No Senado, o líder da bancada, Rogério Carvalho, apresentou requerimento convocando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para explicar por que o governo está ignorando as queimadas. “Queremos que o ministro explique a falta de protagonismo do governo no combate às queimadas. O Pantanal já teve 15% de sua área queimada, as autuações por crimes ambientais caíram 22% na região. Chega de passar a boiada!”, afirmou Carvalho em seu perfil no Twitter.

Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Paulo Paim (PT-RS) reforçaram as críticas, ressaltando a omissão do governo Bolsonaro com a questão ambiental, em especial, com as queimadas que devastam o Pantanal. “O bioma Pantanal é uma das regiões do mundo de maior biodiversidade. São mais de 4,7 mil espécies de plantas e animais. Mas o fogo está consumindo esse santuário da natureza, as chamas se alastram. Animais em extinção estão ameaçados, como a onça e a arara-azul.”, alertou Paulo Paim.

“Enquanto as reservas naturais estão sendo destruídas pelo fogo, o governo Bolsonaro corta o orçamento do Ibama e do ICMBio para o ano que vem. O presidente joga gasolina em um país em chamas”, criticou Humberto Costa.

A preocupação dos petistas com a devastação dos ecossistemas brasileiros, em especial o do Pantanal, se revela pelos dados apresentados pelo PrevFogo Ibama 2020 que mostra que as queimadas no Pantanal já ultrapassam 2 milhões de hectares. Desse total, 1,2 milhão de área destruída encontram-se em Mato Grosso e mais de 1 milhão em Mato Grosso do Sul. Segundo avaliação de técnicos ambientais, essa área devastada em MT, por exemplo, equivale a oito cidades de São Paulo.

No entanto, o governo Bolsonaro reduzirá os orçamentos do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para o próximo ano. No caso do Ibama, o corte nas verbas é de 4%, para R$ 1,65 bilhão. Do total, R$ 513 milhões ainda dependem de crédito extra a ser aprovado pelo Congresso, ou 31%. No ICMBio, a redução foi ainda maior: queda de 12,8%, para R$ 609,1 milhões —e R$ 260,2 milhões (43%) ainda sujeitos ao aval dos congressistas.

Bolsonaro e cúmplices insistem no negacionismo

Enquanto o fogo consome Pantanal e Amazônia, na quarta (16), Bolsonaro afirmou que há “críticas desproporcionais à Amazônia e ao Pantanal”. Nesta quinta, afirmou, com a desfaçatez habitual, que “O Brasil está de parabéns na maneira como preserva o seu meio ambiente”, durante a inauguração da Usina Fotovoltaica em Coremas, na Paraíba.

Já o ministro do Meio Ambiente atribuiu a explosão de queimadas em 2020 à falta de manejo de fogo nos dois últimos anos. Sem apresentar provas, lançou acusações ao vento: “Por questões ideológicas, por questões administrativas, não se permitiu lá no Pantanal que eles fizessem o manejo adequado do fogo no momento correto. Juntou muito material orgânico, então, quando pega fogo, pega fogo de maneira descontrolada”.

Como o que Salles e seu chefe dizem não resiste aos fatos, o fato é que 2019 está entre os três anos com o maior número de queimadas já registrado no bioma, com diversos meses com focos de calor acima da média do período.

O vice-presidente e chefe do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão, insistiu no discurso descolado da realidade afirmando que funcionários do Inpe fazem oposição ao governo federal. Também reclamou que dados positivos sobre a diminuição de focos de queimadas não são divulgados pelo órgão. No entanto, os dados são abertos ao público geral em plataformas do Inpe atualizadas diariamente. E eles não são positivos.

As informações sobre queimadas podem ser acessadas no site do Programa Queimadas e as de desmatamento, atualizadas toda semana, na plataforma TerraBrasilis.

Da Redação