NOTA PÚBLICA PT-TO – ASSÉDIO ELEITORAL 

O Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT-TO) denuncia a onda de perseguição política que se espalha pelo estado após as eleições, em que trabalhadoras e trabalhadores estão sendo demitidos e pequenos comerciantes, prestadores de serviço e profissionais liberais estão tendo seus nomes expostos em listas de boicote, tudo isso por terem declarado voto no presidente Lula.

 

As listas circulam em grupos de WhatsApp e redes sociais de diferentes municípios tocantinenses, pedindo que a população deixe de comprar, contratar ou fazer qualquer negócio com as pessoas citadas. Em Gurupi, o Diretório Municipal do PT já denunciou publicamente uma dessas listas. Ao mesmo tempo, chegam ao partido relatos de empresários que demitiram funcionários depois de saber em quem eles votaram.

 

Isso não é divergência política. É perseguição. Quem demite um pai ou uma mãe de família por causa do voto, ou tenta quebrar o pequeno negócio de alguém por causa de uma opinião, está punindo essa pessoa por exercer um direito que a Constituição garante a todos: votar em quem quiser e dizer o que pensa sem medo.

 

A Constituição Federal é clara ao afirmar que ninguém pode perder direitos por causa de suas convicções políticas. Demitir por causa do voto é ilegal. O emprego e o sustento de quem trabalha não podem ficar nas mãos de quem não aceita o resultado das urnas.

 

O PT Tocantins manifesta solidariedade a cada trabalhadora, trabalhador e empreendedor atingido e cobra que os órgãos responsáveis entrem em ação imediatamente, cada um dentro do seu papel:

 

  • Ministério Público do Trabalho (MPT) – investigar e responsabilizar as empresas que estão demitindo, ameaçando ou pressionando funcionários por causa do voto.

 

  • Superintendência Regional do Trabalho no Tocantins (Ministério do Trabalho e Emprego) – fiscalizar as empresas denunciadas e autuar quem estiver perseguindo trabalhadores.

 

  • Justiça do Trabalho – garantir com rapidez a volta ao emprego e a indenização de quem foi demitido por motivo político.

 

  • Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) e Polícia Civil – identificar e responsabilizar quem produz e quem espalha as listas de boicote, bem como as ameaças e ofensas que as acompanham.

 

  • Ministério Público Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) – apurar se houve coação ou intimidação de eleitores ligada ao processo eleitoral.

 

  • Defensoria Pública do Estado do Tocantins – oferecer orientação jurídica gratuita a quem foi atingido e não pode pagar advogado.

 

O Tocantins não pode aceitar que o medo ocupe o lugar do debate. Eleição se decide no voto, não na demissão de quem trabalha nem no boicote a quem produz.

 

Palmas, TO, 28 de outubro de 2026.

 

Nile William

Presidente do Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT-TO)

 

Diretório Estadual do Tocantins

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