Traição ao Trabalhador: Quatro deputados do Tocantins assinam emendas para adiar fim da escala 6×1 para 2036

O debate sobre o fim da jornada 6×1, que mobiliza milhões de brasileiros exaustos por uma rotina que consome a saúde e o convívio familiar, sofreu um duro golpe na Câmara dos Deputados. Sob a falsa justificativa de “proteger a economia”, emendas parlamentares articuladas pelas bancadas patronais tentam desfigurar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A principal dessas manobras prevê uma transição absurda de dez anos, adiando o fim da escala abusiva apenas para 2036.

Para o trabalhador do Tocantins, que acorda cedo e sustenta o comércio, os serviços e a produção do estado, o cenário revela uma realidade indigesta: quatro deputados federais da bancada tocantinense assinaram essas emendas, atuando diretamente para frear a conquista do segundo dia de descanso semanal.

Ao colocarem suas assinaturas em propostas que arrastam a transição por uma década e ainda abrem brechas para manter jornadas de 44 horas em setores considerados essenciais, esses parlamentares deixam claro de qual lado escolheram jogar:

Alexandre Guimarães (MDB)

Eli Borges (Republicanos)

Antonio Andrade (PSDB)

Filipe Martins (PL)

Um Congresso Refém do Dinheiro e Distante da Realidade
A postura desses quatro deputados traz à tona a urgência de refletirmos sobre o papel do Poder Legislativo. O voto que elege um parlamentar no Tocantins vem da classe trabalhadora — do comerciário em Palmas, do frentista em Araguaína, do trabalhador de serviços gerais em Gurupi. No entanto, na hora de legislar, a caneta desses deputados serve aos interesses do andar de cima.

Condicionar a saúde mental e o descanso do povo a metas de produtividade empresarial ou a um prazo de dez anos é tratar a dignidade humana como um luxo negociável. Enquanto países desenvolvidos avançam para debates sobre a semana de 4 dias, parte do Congresso brasileiro insiste em manter o trabalhador preso a um modelo de exploração que gera adoecimento, burnout e destrói o tecido familiar.

Um Congresso que verdadeiramente trabalha pelo povo trabalhador não aceitaria essa barganha. A economia não vai quebrar se o povo tiver tempo para viver; pelo contrário, o descanso qualificado gera emprego, distribui renda e faz a roda do consumo girar na base da sociedade. O que quebra a economia real é a concentração de renda e a precarização da vida.

O PT na Defesa de Quem Trabalha
O Partido dos Trabalhadores do Tocantins repudia veementemente qualquer tentativa de desidratar ou adiar os efeitos da PEC que propõe o fim da escala 6×1. Não aceitaremos que o direito ao descanso seja empurrado para 2036 para salvaguardar os lucros excessivos de setores que se recusam a modernizar suas relações de trabalho.

A sociedade tocantinense precisa guardar esses quatro nomes. O voto dado na urna deve ser cobrado no dia a dia das votações em Brasília. Continuaremos ao lado dos movimentos sociais, das centrais sindicais e de cada trabalhador e trabalhadora que exige o direito elementar de ter uma vida além do emprego.

O povo quer o fim da escala 6×1 agora. Dez anos de espera é a perpetuação da exploração!

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